O Noivado do Sepulcro [Soares de Passos]

Vai alta a lua! na mansão da morte Já meia-noite com vagar soou; Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte Só tem descanso quem ali baixou. Que paz tranquila!… mas eis longe, ao longe Funérea campa com fragor rangeu; Branco fantasma semelhante a um monge, D’entre os sepulcros a cabeça ergueu. Ergueu-se, ergueu-se!… na amplidão…

A Marca na Parede

“Quero pensar com calma, em paz, espaçosamente, nunca ser interrompida, nunca ter de me levantar da cadeira, deslizar à vontade de uma coisa para outra, sem nenhuma sensação de hostilidade, nem obstáculo. Quero mergulhar cada vez mais fundo, longe da superfície, com seus fatos isolados, inimputáveis. Firmar-me bem, deixar-me agarrar a primeira idéia que passa……

A casa das sete torres

“Que cárcere será mais escuro que o nosso próprio coração? Que carcereiro mais inexorável que nós mesmos.” “Sua tataravó trouxe estas xícaras, quando se casou – explicou Hepzibah. – Eram de uma família muito boa de Davenport. Foram as primeiras xícaras de chá da Colônia e, se uma delas se quebrasse, meu coração também se…

O diário de Mistress Joan Martyn

“A madrugada, mesmo quando há melancolia e faz frio, nunca deixa de me varar pelos membros, como se me atirasse flechas de um gelo penetrante e rútilo. Descerro as grossas cortinas e busco o primeiro brilho do céu, que mostra que a vida está a irromper. Rosto colado na vidraça, gosto de imaginar que me…